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Qual a diferença entre dificuldade e transtorno de aprendizagem?

Qual a diferença entre dificuldade e transtorno de aprendizagem?

Quando uma criança apresenta algum problema em seu percurso escolar, é preciso avaliar se isso é uma dificuldade no processo de aprendizagem ou se é um transtorno de aprendizagem. Isso é importante para o planejamento adequado do trabalho a ser desenvolvido para que ela supere esses obstáculos. Mas, como diferenciar dificuldade de transtorno?

O cérebro é o órgão da aprendizagem. Para que ela ocorra de forma satisfatória é preciso que as funções neurobiológicas estejam preservadas, que os estímulos socioambientais sejam adequados e que fatores psicoemocionais estejam bem desenvolvidos. Dessa forma, o cérebro processará bem os estímulos recebidos e se desenvolverá adequadamente.

As dificuldades de aprendizagem acontecem por problemas nos estímulos externos, por questões emocionais ou ambientais. Metodologias de ensino inadequadas para determinadas crianças, trocas de professores, mudanças de escola, bullying, problemas familiares ou outras questões emocionais podem gerar uma dificuldade de aprendizagem. Já os transtornos, ocorrem por alguma disfunção cerebral, ou seja, um problema no funcionamento do cérebro ou do processamento dos estímulos sensoriais. O processamento de determinadas informações ocorre de forma diferente do habitual nestes casos.

Se uma criança não está aprendendo como a maior parte do grupo de mesma faixa etária, são necessários uma avaliação e um  trabalho terapêutico com um psicopedagogo que irá identificar as causas das dificuldades e propor mudanças necessárias para a superação delas, encontrando novos caminhos para a aprendizagem.

 Mas, se as dificuldades permanecerem mesmo após as intervenções, a criança precisará de avaliações específicas para identificar se há alguma questão neurológica envolvida. Nestes casos, outros tipos de intervenções serão necessárias para dar suporte à criança em seu desenvolvimento. Alguns dos transtornos mais conhecidos são a dislexia e a discalculia.

Atualmente há uma busca muito grande por nomes que definam as dificuldades que enfrentamos e nos coloquem em “caixinhas categorizadas”. É preciso ter cautela e buscar a avaliação de profissionais cuidadosos e de confiança.

O mais importante é sabermos que todos podem aprender e que cada um precisa de um olhar atento e acolhedor para poder encontrar a melhor forma de avançar.

Sandra Lobo é psicopedagoga da Clínica Fluir Terapias Integradas

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O que é uma sessão de devolutiva?

Ao final do processo de avaliação que se inicia com a entrevista com os responsáveis e continua com a avaliação da criança propriamente dita, temos a sessão de devolutiva da avaliação. Consideramos esta uma das sessões mais importantes.
Nesta sessão apresentamos o relatório da avaliação. Lemos o resumo dos dados obtidos na anamnese, confirmamos algumas informações e acrescentamos outras perguntas que possam ter surgido após o contato direto com a criança. Mostramos os resultados da avaliação, verificamos se está de acordo com a percepção da família e esclarecemos as dúvidas. Damos o diagnóstico fonoaudiológico e falamos sobre a conduta indicada naquele momento. Por fim, orientamos a família sobre como proceder em casa em relação às dificuldades apresentadas pela criança e como podem criar uma rotina e um ambiente comunicativo mais favorável ao seu desenvolvimento.